Pelo menos 18 pessoas morreram devido ao sismo que atingiu o sudoeste do Japão na terça-feira, segundo um novo balanço das autoridades, enquanto as equipas de resgate trabalham para encontrar sobreviventes presos sob escombros de edifícios.
Além das 13 mortes anteriormente relatadas pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, outras cinco pessoas morreram no colapso de uma chaminé na fábrica da Nippon Paper Industries, em Yatsushiro, declarou hoje um porta-voz da câmara municipal de Kumamoto numa conferência de imprensa.
Outras quatro pessoas podem ainda estar soterradas sob os escombros, acrescentou o porta-voz.
Cerca de 36.900 casas ainda estavam sem eletricidade, 9.500 sem gás e as redes de comunicação não funcionavam em algumas áreas, disse o porta-voz do Governo, Minoru Kihara, aos jornalistas.
Mais de 9.000 pessoas deixaram as suas casas para se abrigarem em mais de 500 centros de acolhimento, onde foram instaladas fontes de energia para que estes locais tivessem ar condicionado. O Japão tem enfrentado uma onda de calor contínua e as temperaturas na região deverão ultrapassar os 32º graus Celsius.
Os serviços de comboio de alta velocidade e algumas operações aeroportuárias permanecem suspensos.
As Forças de Autodefesa do Japão juntaram-se às equipas de resgate nas operações de busca e salvamento no centro comercial Aeon, gravemente danificado devido a uma explosão depois do sismo, na cidade de Kashima.
O sismo atingiu Kyushu, a ilha mais a sul das quatro principais ilhas do arquipélago japonês, às 08:27 (hora de Lisboa) de terça-feira, com uma magnitude de 7,1, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), e de magnitude 6,8 na escala de Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O nível foi também o mais elevado (7) numa escala separada utilizada no Japão, que mede a intensidade com que os sismos são sentidos num determinado local, indicou a JMA.
Seguiram-se uma série de réplicas, incluindo uma de magnitude 6,1. Um alerta de tsunami foi emitido e depois cancelado.
A primeira-ministra Sanae Takaichi prometeu na terça-feira que as equipas de resgate trabalhariam “incansavelmente” durante à noite, dando prioridade “ao resgate e à segurança dos afetados”.


