Pudins, bebidas e até chocolates proteicos – a febre da proteína já abarca todo o tipo de alimentos, mas segundo alguns médicos, as pessoas estão a começar a esquecer-se de consumir a verdadeira proteína. Saiba o que isso pode significar.
Afebre da proteína chegou a quase todas as prateleiras de supermercado. Já há poucos corredores que não tenham um produto enriquecido com a famosa whey protein – há bebidas, há pudins, cereais e até chocolates.
Mas afinal, fará mesmo sentido preferir esses alimentos em detrimento das versões originais?
Uma investigação do The New York Times constatou que nalguns casos, “estes produtos são mais uma questão de conveniência de marketing do que de necessidade”.
Profissionais de saúde alertam à mesma fonte para a falta de regulação desses mesmos suplementos e para o “excesso de ingredientes em alguns produtos”.
Depois de entrevistarem 12 cientistas especializados em nutrição, concluíram que a “febre da proteína” é tendencialmente exagerada e que a maioria esmagadora das pessoas “já consumia proteína suficiente através da alimentação”.
Ao The Washington Post outros especialistas acrescentam que “o marketing dos produtos enriquecidos com proteína ultrapassa frequentemente aquilo que a ciência e as necessidades reais recomendam”.
O que precisa de saber sobre os batidos e os outros produtos com proteína adicionada?
A médica Karina Tolentino contou ao Very Well Health que produtos com shakes de proteína oferecem, de facto “alguma conveniência para atingir metas de proteína ao tentar perder peso”.
No entanto, a especialista esclarece que isso “não deve substituir uma dieta equilibrada”.
“Priorizar alimentos saudáveis para uma boa nutrição é fundamental, esses batidos devem servir apenas como uma forma de apoio, e não como uma fonte nutricional primária”, acrescenta.
Por outro lado, recuperando o que os especialistas anteriores referiram, estes produtos que oferecem uma grande quantidade de proteína também “podem atrapalhar o processo de emagrecimento e acabar por acrescentar calorias”.
Afinal, para quem é recomendado este tipo de produtos com proteína?
Antes da questão da necessidade, estes especialistas sublinham que há algo que se deve sobrepor: A consciência, isto é, saber porque é que está a ingerir esses alimentos. Tem alguma deficiência nutricional que pretende cobrir? Não teve tempo para fazer uma refeição com uma quantidade suficiente de proteína durante o dia e precisa de repor esses níveis?
Também poderá consumir esses produtos simplesmente porque gosta ou porque quer experimentar. Não obstante, deve ter em consideração a quantidade de calorias associadas a cada porção, bem como os efeitos que poderão desenrolar-se no corpo quando excede o limite de proteína diário.
Posto isto, se quer realmente tirar o máximo de benefícios destes produtos, deve passar a usá-los somente quando existe essa necessidade.


